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Além
de inserir-se na cultura local, o acordeon passou a ser fabricado em terras
gaúchas, inicialmente pelos próprios migrantes. Nas décadas
de 50 e 60, a ampla maioria das industrias de acordeon do Brasil estavam
fixadas no Rio Grande do Sul. No auge do mercado, o país chegou
a ter 32 fábricas, sendo que todas elas fecharam, principalmente
graças aos advento da Jovem Guarda, que introduziu os instrumentos
eletrônicos entre os jovens, relegando o acordeon a um segundo plano.
Entre essas industrias, o maior destaque ficou por conta da Todeschini, que com matérias primas nacionais e um competente grupo de trabalhadores, ganhou projeção internacional, produzindo instrumentos fartamente divulgados por Luiz Gonzaga e considerados até hoje como um dos melhores já fabricados no continente americano. Em 1975, a Todeschini fechou as portas após um incêndio e seus proprietários decidiram dedicar-se exclusivamente ao ramo moveleiro. |